Jakson Charles diz que ato de desapropriação ocorreu em cumprimento a decisão judicial e não por ordem do governo estadual


Vereador rebateu insinuações de que seria ação do governo estadual a desapropriação de parte de uma área particular, pertencente a uma idosa de Catalão (Foto: Allyne Laís)

O vereador Jakson Charles (PSB) rebateu na tribuna, na sessão ordinária desta segunda-feira (1º.jun), insinuações de que seria ação do governo estadual a desapropriação de parte de uma área particular, pertencente a uma idosa de Catalão. Segundo ele, o ato decorre de uma decisão judicial, “e ordem judicial, sabemos, se cumpre”.

Jakson Charles, em seu argumento sobre o assunto, lembrou de um caso registrado em 2005, durante uma operação na Ocupação Sonho Real, que atingiu mais de 3,5 mil famílias ou cerca de 14 mil pessoas. “Naquela oportunidade aconteceram várias agressões e duas mortes. O governador não era Daniel [Vilela]. Era outro”, disse.

O caso se deu durante uma retomada de posse, em Goiânia, informou o vereador. Foi no dia 16 de fevereiro de 2005, no Parque Oeste Industrial, uma área particular de 1,3 milhões de metros quadrados. Um ano antes, a referida área fora ocupada por cerca de 3,5 mil famílias.

Após decisão judicial, foram mobilizados dois mil policiais. “Foi numa liminar de reintegração de posse. Foram destruídos barracos, centenas de pessoas detidas, confrontos violentos, além das duas mortes”, comentou. O rigor e a truculência da ação militar foram alvo de críticas de movimentos sociais e entidades de Direitos Humanos.

Posteriormente, disse o vereador, parte das famílias foi assentada pelo poder público no Residencial Real Conquista. Segundo Jakson, nesta operação e em todas semelhantes, nenhuma atitude administrativa ou judicial é tomada sem a devida intimação ou aviso. “A Justiça não age assim”, disse.

Jakson Charles também comentou sobre o programa ‘Meu lote, minha história’. Segundo ele, das 28 áreas avaliadas para gerar recursos a serem destinados à compra de materiais de construção pelos beneficiados, apenas duas foram leiloadas. O custo era muito alto. Mas uma Comissão de Avaliadores contratados pela Prefeitura, avaliaram novamente as áreas e o valor ficou mais acessível.

“Nenhum vereador votou contra a doação dos lotes. Sabem por que? Pelo valor social. Aqui na Câmara Municipal todos querem o melhor para vocês, beneficiados. O que não pode é essa situação ser usada como política. Têm pessoas que se infiltram entre vocês com má fé. Entretanto, o prefeito já abriu as portas para vocês. E terá uma nova conversa no tempo oportuno. O caminho para resolver o problema é o diálogo”, concluiu Jakson Charles.