Audiência pública debate ampliação da rede de cuidadores para estudantes com TEA na rede municipal


A proposta foi do vereador Reamilton do Autismo, e contou com a presença de representantes do executivo e membros da sociedade civil organizada (Foto: Lucas Guedes)
A proposta foi do vereador Reamilton do Autismo, e contou com a presença de representantes do executivo e membros da sociedade civil organizada (Foto: Lucas Guedes)

A Câmara Municipal realizou, na noite desta sexta-feira (17.abr), no miniauditório, uma audiência pública para discutir a necessidade de ampliação de profissionais de apoio escolar na rede municipal de ensino, especialmente para o acompanhamento de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências.

A iniciativa foi proposta pelo vereador Reamilton do Autismo (Podemos) e reuniu representantes do poder público, profissionais da educação e familiares de alunos, que relataram desafios enfrentados no cotidiano escolar.

Durante a audiência, o vereador destacou a carência desses profissionais e a expectativa por avanços na área. “A princípio, nós vamos tratar da falta do profissional de apoio dentro da sala de aula. Essa semana tivemos uma resposta muito importante para a nossa comunidade, com o anúncio de um chamamento para a contratação de 50 profissionais para atuar nas unidades escolares do ensino fundamental, que é de responsabilidade do município”, afirmou. Reamilton também ressaltou a importância da atuação conjunta com o Estado para garantir o atendimento nos demais níveis de ensino.

A subsecretária de Assistência Social, Eliane Santos, enfatizou a importância da escuta ativa da população na formulação de políticas públicas. “Ouvir a população, as mães atípicas e os pais atípicos faz com que a gente pense no planejamento do município. Isso é muito importante para que possamos avançar cada vez mais dentro das reivindicações apresentadas”, destacou.

A audiência abriu espaço para relatos de familiares, que apresentaram demandas e expectativas em relação à ampliação de políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência. Entre os principais pontos levantados estão a necessidade de garantir a presença contínua de profissionais de apoio nas salas de aula e o fortalecimento da inclusão escolar na rede pública.

O professor Gilson da rede municipal de ensino participou do debate e ressaltou o papel das audiências públicas como instrumento de construção de soluções. “Toda audiência pública tem um caráter resolutivo, é um caminho mais breve para alcançar o necessário, o básico. É o início para diminuir as angústias, principalmente das mães, muitas vezes mães solo, que lutam para garantir o básico, que é um cuidador para a criança”, pontuou.