José Fernandes informa que investimentos do Município em saúde e educação estão acima do mínimo constitucional em 2026


Vice-presidente e líder do prefeito na Câmara contestou falha de interpretação levada à tribuna que, equivocadamente, teria especulado sobre remanejamento de recursos das duas áreas para a zeladoria (Foto: Allyne Laís)

O vice-presidente e líder do prefeito na Câmara, vereador José Fernandes (MDB), usou a tribuna durante a sessão ordinária desta terça-feira (16.jun), para contestar interpretação equivocada de informação divulgada pelo Executivo, de que recursos de áreas como educação e saúde estariam sendo remanejadas para serviços de zeladoria.

Segundo ele, faltou entendimento sobre uma frase dita pelo prefeito Márcio Corrêa, durante uma transmissão ao vivo pelo Youtube. O líder informou que o investimento constitucional de 15% na saúde e 25% na educação é aplicado pelo Município. E mais: na saúde, em 2026, são aplicados 6,28% a mais que o mínimo constitucional. Portando, disse, “a expressão não significou que o constitucional não é aplicado. Quis dizer que queremos aplicar mais, mas, quando há outras demandas, isso atrapalha”.

José Fernandes analisou também que o fato de se aplicar o mínimo constitucional em saúde e educação, ou até aplicar acima disso, “não significa resultado final com excelência”. Segundo ele, na gestão anterior isso ocorria. “Nunca se aplicou menos que que os 15% em saúde. Chegou até 30% no período da Covid-19. Mas não significa que está entregando serviço excelente”, afirmou.

Disse que, na gestão anterior, “observamos o caos, que inclusive levou o Tribunal de Contas a investigar mais de R$ 40 milhões pagos à Fundação João Paulo II, do Pernambuco, que deu o cano em vários profissionais, inclusive a mim, mas não pagou o que devia, embora recebido o devido”. Entende que a audiência de prestação de contas é a hora oportuna para “enxergar esses números” de cumprimento do mínimo constitucional.

O líder do prefeito enumerou obras estruturantes relevantes ora executadas pela administração municipal, como o serviço no trevo do Viaduto Miguel Braga, na saída para Brasília. E pelo menos 11 minipontes. Uma delas, informou, na região de Joanápolis, a obra está paralisada, “devido a espera da conclusão da rede elétrica, ou seja, não depende da Prefeitura”. No Vale das Antas, comentou, a situação já foi resolvida. No Jardim Peixoto será realizada em parceria com o Governo Estadual, via Goinfra. “Há ainda convênios do Município com o governo federal, como exemplo um CMEI e a Policlínica do Adriana Parque”, concluiu.