Wederson Lopes repercute reunião no MPGO para tratar da rede de urgência e emergência

por Marcos Vieira publicado 27/03/2019 14h52, última modificação 27/03/2019 14h52
Wederson Lopes repercute reunião no MPGO para tratar da rede de urgência e emergência

Wederson Lopes repercute reunião no MPGO para tratar da rede de urgência e emergência (Foto: Ismael Vieira)

O vereador Wederson Lopes (PSC) repercutiu na tribuna, nesta quarta-feira (27.mar), reunião realizada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) para tratar da rede de urgência e emergência de Anápolis, hoje com problemas de superlotação. Segundo ele, os dados foram esclarecedores e houve o encaminhamento para a solução das demandas.

A reunião foi coordenada pela promotora de Justiça Mônica Fachinelli da Silva, com as presenças do diretor de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde, Daniane Marinho, do coordenador médico do Complexo Regulador da Secretaria de Estado da Saúde, Genésio Pereira dos Santos Netos, e de representantes da Fundação de Assistência Social de Anápolis (Fasa), mantenedora do Hospital Estadual de Urgências de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Huana).

Segundo Wederson, o MPGO foi provocado por familiares de pacientes que embora regulados pelo Município, aguardam cirurgias no Huana. Alguns estão internados no Hospital Municipal Jamel Cecílio. Outros esperam em casa.

“A promotora informou que são 85 pacientes no Hospital Municipal que deveriam estar no Huana. E o que foi dito: que o Hospital de Urgências realmente não tem condições de receber essas pessoas, não tem como fazer cirurgia porque não está recebendo o repasse do governo estadual”, informou o vereador, que é o líder do prefeito na Câmara Municipal.

Ele disse ainda que foi explicado na reunião que o Huana disponibilizava 102 leitos até recentemente, mas que acabou retornando para os 80 originais, justamente pelo atraso dos repasses do Estado.

Wederson ressaltou que esses 80 leitos estão ocupados, mas segundo o que foi dito no MPGO, pelo menos 20 desses pacientes deveriam ser transferidos para o Hospital Municipal. “São casos de permanência longa, mas como não apareceu nenhum familiar, o paciente precisa permanecer onde foi atendido originalmente”, comentou o vereador.

Sobre declarações dadas na cidade de que a superlotação na rede de urgência e emergência teria sido ocasionada pelo fechamento de Cais, o líder do prefeito disse que é preciso acabar com “a ciumeira” em Anápolis.

“A cidade precisa avançar. Há um reconhecimento do que foi feito na gestão passada, mas as coisas não podem parar por ciúmes. O parque precisa virar um complexo, com jardim botânico e outras benfeitorias. O Cais precisa ser reformado para virar UPA”, discursou Wederson.

Ele disse ainda que algumas ações foram encaminhadas no MPGO. Alguns pacientes que aguardam cirurgia eletiva vão ser atendidos no Hospital Evangélico Goiano (HEG). Já o responsável pela Regulação do Estado disse que vai transferir pacientes de outras cidades internados no Huana para Goiânia, para o Hugol e o Hugo.

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