Violência contra a mulher é tema em Audiência Pública

por Camila Virgínia publicado 13/02/2020 16h45, última modificação 14/02/2020 14h24
Violência contra a mulher é tema em Audiência Pública

Violência contra a mulher é tema em Audiência Pública

Aconteceu na noite desta quarta-feira (12.fev), no Plenário Teotônio Vilela, uma importante Audiência Pública para tratar sobre iniciativas de enfrentamento à violência contra a mulher.

 Participaram do debate a presidente da Associação Artêmis – Anápolis, Danielle Nava; a advogada Tatiane Ferreira, representando a OAB Mulher; a representante do movimento Coletiva Manas, Camilla Nascimento; a vice-presidente da ACIA, Cleide Marques; a presidente do Conselho Municipal da Mulher, Jusceliane Teles; a sargento Daiane Holanda; a presidente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Família, Laura Landim.

 A reunião foi dirigida pela promotora da audiência, vereadora Professora Geli (PT), que enfatizou o objetivo de reunir autoridades competentes para debaterem essa temática, “vamos trabalhar metas e ações para fazer e acontecer, políticas públicas que possam proteger essas mulheres. Vamos levar conscientização e mostrar a elas, os mecanismos que existem para denunciarem a violência”.

 A violência contra a mulher não é apenas a agressão física ou o feminicídio. Existem diversos tipos de agressões: violência física, violência psicológica, violência sexual, violência patrimonial e violência moral.

 Segundo Danielle Nava, presidente da Associação Artêmis – Anápolis, o número crescente de violência contra a mulher é constante pelo fato da base não ser educada. “Não adianta fazer uma lei apenas para coibir quando não se educa a base. O que é a base?! A base é a sociedade, e a educação deve ter início ainda na infância, os pais precisam ensinar os filhos a cuidarem e protegerem a mulher. A violência não acontece por falta de informação, mas pela falta de educação”, observou.  

 Para dar continuidade ao papel das políticas públicas quanto ao enfrentamento da violência contra a mulher, ficou definido durante a audiência, o primeiro encontro que acontecerá no Instituto Federal de Goiás (IFG) – Campus Anápolis, no bairro Copacabana.

 O local foi estrategicamente escolhido por ter o maior índice violência no município. O evento terá a participação de entidades e autoridades competentes e unidos levarão às mulheres informações sobre seus direitos e também sobre a rede de proteção disponível a elas.