Vereador Pastor Elias chora e diz que fechamento do pronto-socorro da Santa Casa "é uma tristeza"

por Fernanda Morais publicado 14/05/2019 15h20, última modificação 14/05/2019 15h20
Vereador Pastor Elias chora e diz que fechamento do pronto-socorro da Santa Casa "é uma tristeza"

Vereador Pastor Elias chora e diz que fechamento do pronto-socorro da Santa Casa "é uma tristeza" (Foto: Ismael Vieira)

O vereador Pastor Elias Ferreira (PSDB) disse na tribuna do plenário na manhã desta terça-feira (14.mai) que esteve na Santa Casa conversando com a irmã Aldenir, responsável pela administração do hospital para conversar sobre o fechamento do pronto-socorro.

"Chorei. Fiquei triste. As portas do pronto-socorro estão fechadas. Pode ir na UPA e veja se não está lotada. Um absurdo", disparou.

Pastor Elias disse que o secretário estadual de saúde mentiu quando afirmou que não tomou conhecimento da situação da Santa Casa em tempo hábil para tomar as medidas necessárias.

"Há mais de um mês, eu fiz parte de uma comitiva de 15 vereadores e dois deputados estaduais que conversou com o doutor Ismael Alexandrino sobre a situação daquele hospital. É uma mentira, ele sabia sim", frisou.

O vereador mostrou que tem um documento assinado em 11 de novembro de 2018 encaminhado para Secretaria Municipal de Saúde falando sobre a possibilidade de encerramento em serviços de alguns setores da Santa Casa.

"O doutor Lucas enviou a correspondência para a Secretaria Estadual de Saúde. O prefeito está fazendo a sua parte, pagando o convênio, repassando verba extra para Santa Casa, mas sem o Estado, que precisa ajudar na média e alta complexidade, tudo fica difícil", ressaltou.

Pastor Elias também mostrou um documento enviado em novembro de 2018 ao então governador José Eliton, do seu partido, notificando sobre a situação do Hospital.

"O que estamos fazendo aqui? porque não estão nos ouvindo. Eu estou aqui pelo povo, defendendo os interesses do povo. Fico triste porque agora falaram que pretendem assinar novo convênio com a Santa Casa em até quatro dias. Mas porque não fizeram isso antes.O nome disso é politicagem. O pronto-socorro está fechado. Quantas pessoas deixaram de ser atendidas. Vai morrer Gente. Pelo amor de Deus", concluiu o parlamentar indignado.