Vereador Antônio Gomide critica indicação de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça

por Fernanda Morais publicado 05/11/2018 13h55, última modificação 07/11/2018 13h44
Vereador Antônio Gomide critica indicação de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça

Vereador Antônio Gomide critica indicação de Sérgio Moro para o Ministério Justiça (Foto: Ismael Vieira)

O vereador Antônio Gomide (PT) usou a tribuna, durante a sessão ordinária desta segunda-feira (5.nov) para repercutir o momento político vivido pelo Brasil. O petista declarou que o resultado das urnas mostra a vontade da população que deve ser respeitada.

“Não somos do tipo que quando perde, fica reclamando do resultado das urnas. Antes do processo eleitoral o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), disse que, se derrotado, iria questionar o resultado das urnas, mas depois que eleito ele aceitou e acreditou no processo eleitoral”, criticou.

“Já participamos de muitos processos eleitorais, ganhamos uns, perdemos outros, mas seguimos sempre na busca por melhorias e oportunidades para o povo. Agora fui eleito com mais de 37 mil votos em Goiás, para deputado estadual, mais de 26 mil desses votos de Anápolis. Nossa política é feita para o povo”, comentou.

Gomide disse que está preocupado com o que está sendo repercutido na mídia nacional e internacional em relação “as falas que dizem sobre o novo regime que vamos viver a partir de agora. Isso pode trazer problemas. Para qualquer mudança é preciso diálogo considerando que mais de 90 milhões de brasileiros não votaram em Bolsonaro”, lembrou.

Ainda em seu pronunciamento o vereador do PT fez duras críticas a escolha do Juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça. “Moro disse que não seria político, mas deu um passo atrás. Não é mais membro do Judiciário, mas sim um representante político”, destacou Gomide questionando quando foi que Bolsonaro se lembrou de Moro para o Ministério da Justiça. “Antes ou depois das eleições?”.

O petista ressaltou que o vice de Bolsonaro, general Mourão, deu entrevistas afirmando que o contato com Moro foi feito antes do resultado das eleições, ainda no primeiro turno. “Está no Jornal Folha de São Paulo. Mas nesse tempo Moro era membro do Judiciário, então, tudo que ele fez para condenar Lula foi por medo de perder o patrão. Agora, no pós-eleições ele aceita assumir como ministro”.

Antônio Gomide reforçou que acredita que condenaram o ex-presidente Lula para evitar que ele participasse da disputa eleitoral. “Sabiam que ele tinha chance de vitória no primeiro turno. Como prêmio o juiz ganhou um Ministério. Que tapa é esse na casa do Poder Judiciário. Política se faz colocando o seu nome para disputa. Moro disse antes das eleições que não seria político para não contrariar tudo que fez até agora, mas aceitou ser o novo ministro da Justiça”, repetiu. 

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