Thaís Souza conhece Elvis, o primeiro cão-guia para cegos em Anápolis

por Orisvaldo Pires publicado 22/10/2019 14h00, última modificação 23/10/2019 13h30
Thaís Souza conhece Elvis, o primeiro cão-guia para cegos em Anápolis

Thaís Souza conhece Elvis, o primeiro cão-guia para cegos em Anápolis

Elvis é o primeiro cão-guia de Anápolis. Um labrador de 3 anos e oito meses, nascido em Curitiba (PR). Treinado na cidade goiana de Urutaí, pelos especialistas Leonardo e Bruno, que atuam no Campus do Instituto Federal Goiano, naquele município. Elvis é o fiel companheiro do Masami Nakao, um professor de 50 anos, que tem apenas um por cento de visão em um dos olhos, e desde 2015 trabalha no Centro Municipal de Atendimento à Diversidade ‘Maria Onilza Borges’, o Cemad do Bairro Maracanã. 

Masami conta que, em 2014, se inscreveu numa seleção nacional com a participação de milhares de pessoas, para se habilitar a ter sob guarda um cão-guia altamente treinado. Dos milhares de concorrentes ficaram 32 e, ao final, o número foi reduzido a quatro. Masami é um deles, o único de Anápolis. Os cães-guia que saem de Urutaí, revela o professor, são disputados por sua habilidade. 

O cão-guia, explicou Masami, é literalmente os olhos de quem guarda. Segundo ele, a bengala longa é a extensão do dedo indicador do deficiente e identifica obstáculos no solo. “Cães como o Elvis identificam obstáculos no solo e aéreo. Ajuda a desviar de um orelhão por exemplo. Ajuda a atravessar de forma segura alguns tipos de rua. Não todas. Ele não deixa atravessar, por exemplo, se perceber um carro com o motor ligado”, contou. Elvis acompanha Masami todos os dias ao trabalho. O cão-guia faz a alegria de crianças, adolescentes e adultos que freqüentam o Cemad. 

A vereadora Thaís Souza fez questão de conhecer o cão-guia Elvis. Ligada à causa animal, oriunda de entidades que atuam diretamente nessa área, Thaís se encantou com a docilidade e o nível de treinamento de Elvis para acompanhar Masami. Segundo ela, é “gratificante” perceber como os animais se transformam nos olhos de uma pessoa. 

“Os animais podem somar e modificar a vida das pessoas. Sua preparação requer treinamento, afinidade com dono. Depois de preparado é feita avaliação de adaptação. Tem uma rotina de treinamento. Quando o animal está com os equipamentos no peitoral, em trabalho, respeita isso. É um trabalho em longo prazo, mas com resultado maravilhoso”, concluiu Thaís Souza.

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