Professora Geli repercute visita da Comissão de Direitos Humanos à escola que funciona no presídio

por Marcos Vieira publicado 07/10/2019 17h08, última modificação 07/10/2019 17h08
Professora Geli repercute visita da Comissão de Direitos Humanos à escola que funciona no presídio

Vereadora Professora Geli, do PT (Foto: Ismael Vieira)

A vereadora Professora Geli Sanches (PT) comunicou na tribuna, nesta segunda-feira (7.out), que ela e mais dois membros da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania, Thaís Souza (PSL) e Mauro Severiano (PSDB), estiveram no Centro de Inserção Social Monsenhor Ilc, para conversar sobre a escola que funciona dentro do estabelecimento penitenciário.

Um dos motivos da visita foi para obter detalhes do Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), que acontece nessa semana em todo o país, com presos de Anápolis também habilitados para fazer a prova.

“Por isso quero cumprimentar o diretor do presídio e os professores que atuam lá, pois se trata de um trabalho social, pois é a educação que transforma as pessoas. Que os presos possam ter condições de mudança de vida”, comentou.

Cultura
A vereadora falou também da reunião no último sábado (5.out) do Conselho Municipal de Cultura – ela e o vereador Lélio Alvarenga (PSC) representam a Câmara no colegiado.

Entre os assuntos, informou Geli, estava a questão do direito do artista se apresentar nos logradouros públicos. “Tivemos um caso em Anápolis que repercutiu nas redes sociais de um artista que quase foi levado por um policial, pois estava se apresentando no Parque Ipiranga”. Outro tema tratado foi o direito dos escritores de terem suas obras editadas através de fomento do poder público municipal, uma lei que atualmente não está sendo cumprida.

Saneamento
Professora Geli também lamentou o cancelamento da audiência pública para discutir o saneamento em Anápolis, devido a ausência de representantes da Saneago, e disse que a cidade não sofre somente com a falta de água. O esgoto também é algo problemático.

Ela citou casos de redes estouradas, com esgoto correndo a céu aberto, na entrada do Bairro de Lourdes e na Avenida Tocantins. “Nesse último caso na porta de uma residência, há vários dias. Já fizemos cobrança e não foi resolvido”.

A vereadora disse ainda que esse assunto também deveria ser tratado na audiência de prestação de contas da administração municipal, pois o prefeito foi eleito prometendo a municipalização do serviço. “Essa audiência que tem virado um comício, com discursos bonitos, não com debates”.

Ainda sobre essa audiência, Professora Geli falou que não obteve resposta quanto ao número de comissionados na Secretaria Municipal de Educação, algo que segundo ela não acontecia no passado. “Também não foi discutido o índice de gasto com pessoal, que aumentou de 52,19% para 52,34%”, completou.

A vereadora também falou do Issa, criticando a falta de repasse da parte patronal, o que já gerou dois parcelamentos. “Aprovamos em janeiro em sessão extraordinária a autorização de parcelamento de R$ 8 milhões em 23 vezes. Mas o prefeito não repassou nenhum tostão da parte patrimonial de janeiro a agosto desse ano. Agora ele reparcelou os R$ 20 milhões. Isso é uma preocupação para todos nós”, frisou.