Professora Geli faz novo alerta para a falta de professores de apoio nas escolas do Estado e do Município

por Marcos Vieira publicado 17/02/2020 16h52, última modificação 17/02/2020 16h52
Professora Geli faz novo alerta para a falta de professores de apoio nas escolas do Estado e do Município

Vereadora Professora Geli Sanches, do PT (Foto: Ismael Vieira)

A vereadora Professora Geli (PT) disse na tribuna, na sessão desta segunda-feira (17.fev), que muitos alunos com necessidades especiais do Estado e do Município ainda esperam a contratação de professores de apoio em Anápolis, e a falta desse profissional tem inviabilizado a permanência de grande parte deles na sala de aula.

De acordo com a vereadora, embora a lei garanta o professor de apoio para auxiliar e mediar o que o professor regente ensina na sala de aula aos alunos com necessidades especiais, os governos não estão cumprindo com essa obrigação. O problema atinge também autistas, que ainda possuem legislação específica determinando o apoio em seus estudos.

“Muitos não têm condições de frequentar a sala de aula sem o professor de apoio. E como são salas com muitos alunos, o professor [principal] também não consegue trabalhar dando a devida atenção e cuidado ao portador de alguma necessidade especial”, ressaltou Geli.

Segundo a vereadora, é preciso que a voz de toda a população, representada pelo seu discurso na tribuna, chegue a todos os representantes políticos que “se preocupam com a inclusão”. “Que os governantes possam ter um olhar inclusivo, ter sensibilidade, devolver os professores de apoio às salas de aula”, completou.

Paralisação
Professora Geli também falou de paralisação de alerta que será feita pelos servidores e professores da Prefeitura de Anápolis, nesta terça-feira (18.fev), visando “sensibilizar o prefeito para que encaminhe o reajuste salarial à Câmara, algo devido desde 1º de janeiro”.

Segundo a vereadora, os profissionais da educação precisam de uma recomposição de 12,84%, somados ainda os reajustes não repassados em sua integralidade de 2018 e 2019.

“É muito triste isso, pois acredito que para dar reposição salarial não precisa nem negociar, isso é lei, não é para negociar, lei é para cumprir”, ressaltou Professora Geli, se referindo ao fato de a gestão atual ter dito que ainda não enviou o projeto de lei porque vem negociando com a categoria.