Professora Geli fala sobre o dia 13 de maio para o combate as desigualdades sociais e raciais

por Fernanda Morais publicado 13/05/2020 12h10, última modificação 13/05/2020 12h10
Professora Geli fala sobre o dia 13 de maio para o combate as desigualdades sociais e raciais

Professora Geli fala sobre a importância do dia 13 de maio para o combate as desigualdades sociais e raciais (Foto:Elive)

 A vereadora Professora Geli Sanches (PT), lembrou que hoje, dia 13 de maio, é comemorado o dia da Abolição da Escravatura no Brasil. “Seria um dia de muito trabalho nas escolas, já que o tema é sempre abordado nas unidades educacionais, mas por conta da pandemia, esse ano, essa data tão importante não será refletida nas escolas”, pontuou.

Geli lembrou que a Lei Áurea, que libertou os escravos no Brasil, assinada em 1889 pela princesa Isabel, uma mulher branca de família real, é relatada em vários livros de histórias, mas, segundo ela, não é possível esquecer personagens que tiveram papel definitivo para libertação dos escravos. “Luiz Gama, André Rebolças, José do Patrocínio e tantos outros homens e mulheres negros”, citou.

A vereadora continuou afirmando que tantos anos após a abolição da escravatura muitos “irmãos e irmãs são deixados à margem da sociedade apenas pela cor de suas peles. Passam a ser somente números da sociedade”, comentou.

Para ilustrar a colocação a professora citou que estatísticas do IBGE mostram que 64,2% da população negra do Brasil são considerados desempregados. Outros números mostram que essa mesma população “preta, como preferem ser chamados”, tem 66,1% de trabalhadores em empregos subutilizados, ou seja, sem qualquer vínculo trabalhista.

“Recentemente uma mulher negra venceu um programa de televisão. Ela é médica. Mas vi uma entrevista dessa mulher onde ela contava que foi a única negra da turma da faculdade e que para conseguir o diploma de médica teve que enfrentar muitas batalhas. E eu concordo. A luta de muitos negros, ou pretos é maior do que a de muitos outros cidadãos do nosso País”, frisou.

A vereador citou a lei promulgada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que autoriza o sistema de cotas. Proposta que possibilita que negros e outras minorias tivessem condições de chegar ao ensino universitário.

“Mas temos o presidente da Fundação Cultural Palmares que diz que o sistema de cotas não terá o respaldo da Fundação. Isso mostra que o preconceito está enraizado em toda parcela da sociedade, até entre aqueles de pele negra”, comentou.

A vereadora também criticou a manutenção da data para aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcada para os dias 1º e 8º de novembro. Segundo ela, por conta da pandemia, a parcela mais carente da população, negros, e pessoas que não tem recursos tecnológicos ou professores presentes para ministrar ensino, sairão prejudicados pela falta de preparo para as provas.

“Essa aplicação das provas precisa ser revista. Essa decisão do Ministério da Educação é triste. O Enem é uma das oportunidades que as pessoas com menores condições tem para entrar no ensino universitário. É uma porta para diminuição da desigualdade”, reforçou.

Por fim, a vereadora pediu que as pessoas no geral saibam agir com mais amor. “Se somos feitos a imagem de Deus, e Deus é amor, precisamos agir sempre com amor”, terminou.