Pastor Elias pede urgência ao Ipasgo no credenciamento de novos médicos especialistas em Anápolis

por Marcos Vieira publicado 16/04/2019 11h33, última modificação 16/04/2019 11h33
Pastor Elias pede urgência ao Ipasgo no credenciamento de novos médicos especialistas em Anápolis

Pastor Elias pede urgência ao Ipasgo no credenciamento de novos médicos especialistas em Anápolis (Foto: Ismael Vieira)

O vereador Pastor Elias Ferreira (PSDB) fez críticas à atuação do Ipasgo em Anápolis, em discurso na tribuna nesta segunda-feira (15.abr), pedindo a abertura urgente para novos credenciados.

Ele citou o caso de profissionais de obstetrícia. Ao menos dez especialistas na cidade gostariam de ser credenciados do Ipasgo. Com o número insuficiente de médicos hoje, afirmou Pastor Elias, as gestantes não conseguem agendar pré-natal pelo Ipasgo.

“As gestantes também não são atendidas nos plantões das maternidades em caso de intercorrências ou trabalho de parto”, prosseguiu o vereador.

Ele também falou que há déficit no atendimento a pacientes pediátricos, tanto consultas eletivas quanto no pronto-socorro. “Não se consegue marcar consulta pelo Ipasgo em Anápolis, e em caso de urgência, não há locais para atendimento pelo plano”.

Um relatório com esses problemas foi enviado por Pastor Elias à Assessoria Técnica da Diretoria de Assistência ao Servidor do Ipasgo ainda em dezembro de 2016. Outra queixa apontada na época é a ausência de pronto-socorro ortopédico via Ipasgo, “dificultando muito o atendimento agudo de traumas mais simples”.

O vereador do PSDB citou no documento que há também médicos ortopedistas interessados em se credenciar no Ipasgo. A mesma coisa acontece com neurocirurgiões, dispostos a atender pelo plano de saúde estadual, enquanto existem pacientes que não conseguem ser operados na cidade.

Segundo Pastor Elias, desde 2009 não há credenciamento feito pelo Ipasgo em Anápolis. E são 30 mil usuários do plano na cidade. “Ainda há entre 60 e 70 municípios ligados à Regional Pirineus”, completou.

O vereador revelou que o telefone do Ipasgo está cortado há três meses, por falta de pagamento. “Que o presidente do Ipasgo possa olhar com carinho o nosso município, são 100 mil usuários somente aqui”.

Pastor Elias afirmou que sabe das dificuldades do governador Ronaldo Caiado (DEM) neste início de mandato, “mas nosso povo não aguenta mais sofrer”. Ele informou que tem gente com câncer que não pode ser tratada imediatamente, porque as cotas mensais nessa especialidade pelo Ipasgo são preenchidas rapidamente.