Morre professora Gênia, autora da letra do Hino Oficial de Anápolis; velório será no plenário da Câmara

por Orisvaldo Pires publicado 30/01/2019 11h05, última modificação 01/02/2019 11h17
Morre professora Gênia, autora da letra do Hino Oficial de Anápolis; velório será no plenário da Câmara

Morre professora Gênia, autora da letra do Hino Oficial de Anápolis; velório será no plenário da Câmara

O corpo da professora Hermogênia Eleutério de Oliveira será velado no Plenário Teotônio Vilela, da Câmara Municipal de Anápolis, a pedido da União Literária Anapolina (ULA), entidade da qual era membro atuante. O pedido foi prontamente atendido pelo presidente Leandro Ribeiro. O velório tem início previsto para o meio-dia. A autora da letra do Hino Oficial de Anápolis, composto em 1977, morreu na madrugada desta quarta-feira, 30, seis dias após completar 70 anos (24.01.1949). Matheus Eleutério Batista, filho da professora Gênia, disse que ela estava adoentada, tinha problemas cardíacos. Passou mal em casa, foi atendida por uma equipe do SAMU, chegou a ser levada a uma unidade hospitalar, mas não resistiu.  Matheus agradeceu a Câmara Municipal, em nome da família, por disponibilizar o plenário para o velório. Segundo ele, o sepultamento será no final da tarde, no Cemitério São Miguel, no centro da cidade. 

A professora Gênia, como era chamada pelos amigos e alunos, natural de Anápolis, é reconhecida como uma das referências no município na formação educacional e cultural. Era formada em Letras Modernas, e pós-graduada em Psicopedagogia, pela UniEvangélica, e atuou como professora do Ensino Médio, sendo reconhecida em 1º lugar pelo Prêmio Profissionais do Ano.  Estudou nos colégios Auxilium, São Francisco e Couto Magalhães. Autora de músicas premiadas em festivais em Anápolis e Inhumas. Além de membro da ULA, ocupava a Cadeira Número 11 da Academia Anapolina de Letras (Anale), desde 11.05.2011. 

Para escrever a letra do Hino Oficial de Anápolis, atuou em parceria com o maestro Orestes Farinelo, responsável pelos arranjos da composição. Como escritora, teve várias obras publicadas, poemas publicados na Antologia ‘Anápolis em tempo de poesia’, entre as obras ‘Para sempre poesia’ e ‘Refazenda’ (coautora). Trabalhou na Diretoria de Cultura da Prefeitura de Anápolis. 

Tem ainda três livros lançados pela Secretaria Municipal de Cultura. Foi condecorada com várias honrarias: Comenda Gomes de Souza Ramos / 2009 e Mérito de Distinção Haydée Jaime Ferreira / 2011 (concedidas pela Prefeitura), e Medalha Professora Nadir de Souza Andrade (2015) e Medalha Dulce da Faria (2017), concedidas pela Câmara Municipal. 

Entre os inúmeros projetos dos quais participou, professora Gênia era revisora de texto do projeto Caderno de Pesquisas, editado pelo Museu Histórico de Anápolis Alderico Borges de Carvalho. Abriu há trinta anos um curso de Língua Portuguesa, acompanhava crianças e ministrava cursos de gramática, interpretação de texto e redação. Militante política ativa, era filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), pelo qual disputou a eleição para vereador em 2012. 


(Com informações de Jornal Correio de Goiás; Caderno de Pesquisas (Museu Histórico Alderico Borges de Carvalho); Rádio Manchester, e Câmara Municipal de Anápolis. Colaborou jornalista Rubens Júnior / Diretoria de Comunicação Câmara Municipal).

Foto: Affonso Lima
(Na imagem professora Geli, professora Gênia e pastor Elias, na entrega da Medalha Dulce de Faria, em 2017)