João da Luz classifica de “antidemocrática” reação de pessoas sobre aprovação de projeto

por Orisvaldo Pires publicado 03/08/2020 00h00, última modificação 04/08/2020 16h54
João da Luz classifica de “antidemocrática” reação de pessoas sobre aprovação de projeto

João da Luz classifica de “antidemocrática” reação de pessoas sobre aprovação de projeto

Na sessão ordinária desta segunda-feira (3.ago) o vereador João da Luz (DEM) revelou-se surpreso com o que classificou como “posicionamento antidemocrático” de algumas pessoas. Segundo ele, refere-se a um grupo que não aceitou a decisão da maioria dos vereadores que votaram em favor de projeto que autorizou o prefeito a suspender o repasse patronal ao Issa até 31 de dezembro de 2020. 

Segundo ele cada vereador tem seu ponto de vista, sua análise. “Tenho independência de votar projetos de interesse da população, não de determinado grupo. Adoto decisões para que a gestão seja para todos”, revelou. João da Luz explicou que foi regulamentada Lei Federal nº 173, prerrogativa que é adotada por todos os municípios, de não repassar valor patronal para institutos de seguridade. 

João da Luz disse que votou “de forma consciente, sábia, neste momento de pandemia, quando todos são prejudicados, segmentos econômicos gestões municipais que têm prejuízo em sua arrecadação”. Segundo ele, o prefeito Roberto Naves (PP) confirmou que a arrecadação do município de Anápolis caiu cerca de 35 por cento. “Isso Poderia provocar situação em cadeia, atrasos de pagamentos, demissão de servidores, prejuízos para aposentados. Fizemos posicionamento consciente, para que no aspecto macro as pessoas não fossem prejudicadas”, explicou. 

Algumas postagens nas redes sociais, informou João da Luz, colocaram os vereadores como “caloteiros”. João da Luz refuta esse rótulo. “Não admito ser chamado de caloteiro. Essas pessoas promoveram o terrorismo, amedrontaram servidores e aposentados. Agora todos veem que não haverá atraso, não haverá prejuízo. Os aposentados não deixarão de receber aposentadoria. Não há mentira nem covardia, nem do prefeito nem dos vereadores”, ressaltou. 

Sobre a cobrança de instalação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para averiguar esse assunto, tema repercutido em redes sociais, João da Luz fez um desafio: “sobre a Lei nº 173, regulamentada nessa Casa,  se tiver algo errado, se for calote, serei o oitavo vereador a assinar pedido da CPI; mas sei que não vai ter CPI, porque não há nada de errado”. João da Luz entende que há perdas enormes com mortes pela Covid-19. “Temos que ajudar a gestão municipal para que os servidores não sejam prejudicados", concluiu.

(Foto: Ismael Vieira / Diretoria de Comunicação)

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