Gomide diz que intervenção no RJ é manobra do Governo Federal sobre reforma previdenciária

por Orisvaldo Pires publicado 21/02/2018 12h00, última modificação 21/02/2018 12h02
Gomide diz que intervenção no RJ é manobra do Governo Federal sobre reforma previdenciária

Gomide diz que intervenção no RJ é manobra do Governo Federal sobre reforma previdenciária

O vereador Antônio Gomide (PT) disse na tribuna, nesta quarta-feira (21.fev) que a intervenção federal no estado do Rio de Janeiro, determinada pelo presidente Michel Temer (MDB), mascara um processo político que tem ligação direta com a dificuldade do Governo Federal em aprovar a reforma previdenciária no Congresso Nacional.

Segundo Gomide, a discussão das reformas entre o Governo Federal e o Congresso se transformou em “balcão de negócios para tentar livrar o presidente da República das acusações feitas contra ele”. O vereador destaca que a Câmara Federal deu sinal ao presidente Temer que não passaria a reforma, então ele mudou a pauta para a segurança pública.

No entanto, ressalta Gomide disse entender que a não aprovação da Reforma da Previdência este ano é até benéfico ao trabalhador. A reforma previdenciária da forma como está, explica Gomide, não é boa para o trabalhador, “a única coisa importante é o debate sobre o assunto, para clarear as ideias mas, enquanto parte de um ajuste fiscal, prejudica e muito o trabalhador”.

Antônio Gomide lembrou que a falta de segurança é um problema sério em todos os lugares do país, inclusive, é claro, em Anápolis. Segundo ele em 2017 centenas de mortes violentas fora registradas no município e, agora, em menos de 50 dias do ano de 2018, já foram registradas 33 mortes violentas na cidade.

Neste contexto, diz Gomide, é necessário e urgente a mobilização dos governos estadual e municipal. Inúmeros foram os pedidos encaminhados às autoridades nos últimos dez anos e, neste intervalo, aconteceu a execução do projeto de construção do novo presídio da cidade.

O vereador lembrou que em sua gestão a Prefeitura doou o terreno para que o Governo do Estado construísse o novo presídio, para solucionar o problema de Anápolis no âmbito da Cadeia Pública local. “A situação de Anápolis é diferente de outros municípios que não doaram terreno para construção de presídio, por isto temos sim o direito de reivindicar do Governo Estadual que Anápolis tenha um tratamento diferente. Este é um argumento adequado”, concluiu.