Gomide diz que a questão da Guarda Municipal é antiga e defende diálogo sobre o assunto

por Fernanda Morais publicado 28/11/2017 15h45, última modificação 29/11/2017 08h08
Gomide diz que a questão da Guarda Municipal é antiga e defende diálogo sobre o assunto

Gomide diz que discussão da Guarda Municipal é antiga e defende diálogo sobre o assunto

Em discurso na tribuna do plenário, durante a sessão ordinária desta terça-feira (28.nov), o vereador Antônio Gomide (PT), destacou que a discussão sobre a criação da Guarda Municipal não é nova. “Tem lei sobre o assunto do ano de 1993”, relatou o petista.

Antônio Gomide destacou que se “conhece um prefeito pelo que ele faz, e não pelo que ele fala. Conhece o prefeito não é por decisão tomada por procurador ou por secretário, falando o que ele pode ou não pode implantar”, continuou.

Para o vereador do PT, a implantação da Guarda Municipal precisa de abertura de diálogo. Segundo ele, não seria preciso contratar comissionados para fazer parte da Guarda Municipal. “Os pedidos para ingressar nesse quadro são de pessoas concursadas”, afirmou.

Para ressaltar a importância de garantir a Guarda Municipal, Gomide questionou se há quatro anos, as praças, parques e até mesmo prédios públicos estavam na situação que se encontram hoje. A exemplo, o vereador falou sobre o Parque Ipiranga. “Não, não estavam porque os vigias estavam lá”.

O petista criticou o prefeito por não participar da discussão. “Nesse momento onde o prefeito está? Agora de manhã? Tenho certeza que esses servidores já conversaram com o prefeito sobre esse assunto. Mas agora o prefeito está dando tapinha nas costas do governador no lançamento de mais uma obra eleitoreira do Programa Goiás na Frente”.

O petista reforçou que o prefeito prometeu, ganhou a eleição e agora tem a oportunidade de aproveitar um quadro de funcionários já existente para implantar a Guarda Municipal. “A desculpa que a Prefeitura não tem dinheiro é antiga. Já vi prefeito entrar e sair da prefeitura com essa desculpa”.

Para Antônio Gomide, a população é bem informada. Segundo ele, quando se vai a rádio dizer que a Prefeitura não pode contratar mais servidores por conta do limite prudencial, o prefeito pode resolver a situação. “Depende da caneta do prefeito. Se pegar o Diário Oficial de 2017, de janeiro até novembro, vão ver que lá tem mais de 1.100 comissionados contratados pelo atual prefeito Roberto Naves. Se quer diminuir o limite (prudencial) faça o dever de casa”, apontou.

O vereador chamou atenção para a discussão do orçamento que a prefeitura terá para o próximo ano. “Esse projeto virá para Câmara na próxima semana. A hora de discutir esse assunto é agora”, concluiu.