Gomide critica possível retirada de professores efetivos do Município de escolas conveniadas

por Marcos Vieira publicado 08/08/2017 14h25, última modificação 08/08/2017 14h25

Em pronunciamento na tribuna nesta terça-feira (8.ago), o vereador Antônio Gomide (PT) fez críticas a um possível ato da Prefeitura de Anápolis, que culminaria no retorno à Secretaria de Educação de professores que estão cedidos às escolas conveniadas. Para o petista, caso a proposta seja colocada em prática, no meio do ano letivo, os principais prejudicados seriam os estudantes.

Gomide questionou o argumento de que o retorno desses servidores efetivos tem o objetivo de evitar que o limite com o gasto de pessoal ultrapasse o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), pois o professor seguirá recebendo, independentemente de onde ele esteja atuando.

Segundo o vereador, esse tipo de argumento administrativo não pode refletir em uma pasta como a Educação, que precisa seguir um planejamento que é feito no início do ano.

“Trocar professores, mexer nas escolas conveniadas, assim vai se interferir naquilo que está dando certo na educação. E é a secretaria que faz essa avaliação”, discursou Gomide.

O vereador disse ainda que a contratação de novos professores para as escolas conveniadas neste segundo semestre vai quebrar uma sequência de trabalho. “Estamos falando de crianças de quatro, cinco, seis e sete anos de idade”, frisou.

Gomide comentou que a educação municipal é modelo em Goiás, com professores com qualificação elevada e com um dos maiores salários do Estado, além de um Plano de Cargos em vigência.

O petista sugeriu que se a administração quer fazer mudanças no relacionamento com as escolas conveniadas, levando em conta o novo marco regulatório, que faça no início do próximo ano, utilizando esse segundo semestre para a transição. “Além disso, é preciso ouvir professores e diretores”.

Gomide concluiu dizendo que não há nada oficial comunicado pela Prefeitura de Anápolis, embora o assunto já esteja em debate nas escolas, nos bastidores. “Essa decisão de mexer com os professores é a pior, pois afeta o ensino em nossa cidade”.

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