Gomide critica gasto da prefeitura com shows, enquanto há demandas na saúde e educação

por Marcos Vieira publicado 07/06/2018 08h40, última modificação 07/06/2018 08h40

 

Foto: Ismael Vieira

O vereador Antônio Gomide (PT) criticou na tribuna, nesta quarta-feira (6.jun), a contratação feita pela Prefeitura de Anápolis de artistas para o 1º Arraiana, em um total de R$ 621 mil, enquanto há outras demandas urgentes na educação e saúde.

Para Gomide, com isso percebe-se que não há falta de dinheiro na administração municipal. “A questão é a prioridade”. Ele citou que enquanto se gasta esse valor em shows, existe uma creche esperando para ser construída no Nova Aliança, por falta de dinheiro, que custará o montante consumido com os artistas nacionais.

O vereador também citou a necessidade de construção de uma unidade de saúde no Leblon e todas as demandas dos professores, que ainda não estão recebendo o Piso Nacional devido à “desculpa” de que com o limite prudencial de gasto com pessoal acima do estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), não é possível garantir o reajuste.

“Os professores reclamam da falta de vigias nas creches, que estão sendo assaltadas. Aí volta a conversa, não se tem dinheiro. Temos visto ainda a questão da titularidade dos administrativos da Educação, que solicitam e não conseguem esse direito, mas pasmem, o Diário Oficial publicou decretos contratando esses shows”, discursou Gomide.

O vereador citou os artistas que serão contratados e os respectivos valores de cada cachê: Bruno e Marrone (R$ 250 mil), Padre Fábio de Melo (R$ 166 mil), João Bosco e Vinicius (R$ 120 mil) e Aline Barros (R$ 85 mil).

Gomide lamentou o fato de o prefeito Roberto Naves (PTB) só dar explicações sobre o evento depois que já contratou os artistas. “Alguém aqui ouviu algum secretário, diretor ou o prefeito falar sobre isso? Eu não. Ele deveria ir à imprensa falar antes, dar explicações”.

 

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