Feitosa lamenta comportamento do presidente da República diante da pandemia de coronavírus

por Marcos Vieira publicado 29/04/2020 10h49, última modificação 29/04/2020 10h49
Feitosa lamenta comportamento do presidente da República diante da pandemia de coronavírus

Vereador João Feitosa, do PP (Foto: Ismael Vieira)

Em discurso na tribuna, na sessão desta quarta-feira (29.abr), o vereador João Feitosa (PP) falou sobre as atitudes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) diante da pandemia do coronavírus e as saídas de dois ministros importantes para os brasileiros, Henrique Mandetta (ex-Saúde) e Sergio Moro (ex-Justiça e Segurança Pública).

“Moro e Mandetta eram duas das principais estrelas do governo Bolsonaro. Sei que existem opiniões contrárias, e eu as respeito, mas aqui quero registrar o meu posicionamento. Não era hora de uma nova crise política, não era hora de promover tamanha instabilidade no País”, discursou Feitosa.

O vereador lembrou que o Brasil já está sofrendo muito com os impactos do isolamento social na economia e hospitais superlotados, com a dor de famílias que estão perdendo seus entes queridos para o coronavírus.

Sobre as denúncias feitas por Moro, Feitosa disse que cabe a Bolsonaro provar inocência e retomar as rédeas do seu governo. “Infelizmente até agora o presidente tem ido na contramão de tudo que prometeu”, completou.

O vereador teceu elogios ao comportamento do prefeito Roberto Naves (PP) diante da crise, assim como o secretário municipal de Saúde, Lucas Leite, e os servidores públicos. “Peço que as pessoas continuem conscientes de suas obrigações para evitar a propagação rápida e descontrolada desse vírus ainda tão desconhecido”.

João Feitosa afirmou que é lamentável a declaração de Jair Bolsonaro quando questionado sobre o recorde de mortes por Covid-19 no país. “E daí? - é lamentável um chefe de poder dizer isso para o mundo. Se vira quem está morrendo? Um homem que se diz cristão, que se diz de Deus. Fica a lamentação do povo brasileiro sobre a fala de um homem que não tem capacidade nenhuma de agir diante dessa situação”, disse o vereador.

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