Elinner Rosa repudia fake news que distorce contrato do Banco de Sangue com o poder público

por Marcos Vieira publicado 20/03/2019 11h18, última modificação 20/03/2019 11h18
Elinner Rosa repudia fake news que distorce contrato do Banco de Sangue com o poder público

Elinner Rosa repudia fake news que distorce contrato do Banco de Sangue com o poder público (Geraldo Fleury)

A vereadora Elinner Rosa (MDB) fez esclarecimentos na tribuna, nesta quarta-feira (20.mar), sobre o contrato do Instituto Onco-Hematológico de Anápolis (Banco de Sangue) com a administração municipal, que segundo ela tem sido alvo de fake news nas redes sociais.

Textos publicados no Facebook e replicados via Whatsapp dizem erroneamente que o instituto recebe R$ 8,6 milhões por ano para fornecer sangue e derivados ao SUS. Elinner explicou que esse valor se refere a um contrato de cinco anos – e não um ano como diz as notícias falsas. Levando em conta os 60 meses, a média mensal é de R$ 150 mil, montante que segundo ela nem sempre é suficiente para o tipo de serviço prestado.

A vereadora disse que diversos exames são feitos no sangue doado, para garantir a segurança ao receptor, o que eleva os custos, que acabam não sendo repassados em sua integridade ao poder público. “O SUS não cobre esse custo pelo valor que paga por cada bolsa”, completou.

Elinner informou que o Instituto Onco-Hematológico tem como sócio seu pai, o ex-vereador Eli Rosa, e ela é assessora jurídica da empresa, mas que subia na tribuna para dar esclarecimentos visando a opinião pública, pois é presidente da Comissão de Saúde, Saneamento e Assistência Social da Câmara Municipal. “Deixo os documentos à disposição e ressalto que tomaria essa atitude para esclarecimento em relação a qualquer contrato com o poder público”.

A vereadora comentou ainda a falsa ideia de alguns de que o instituto “vende sangue”. De acordo com ela, a cobrança é feita por toda a estrutura mantida para doação e exames. “A Constituição Federal proíbe a venda de órgãos humanos no Brasil, e isso inclui o sangue e seus derivados”, explicou.

Elinner Rosa fez críticas àqueles que se intitulam jornalistas, mesmo sem curso superior, e se aproveitam das redes sociais para propagar a desinformação. “Meias verdades são mais perigosas que mentiras, já dizia minha mãe. Pois a mentira é mais fácil de ser verificada, pois ela por completo não condiz com a realidade. Agora quando se utilizam de fatos de maneira enganosa, as coisas ficam muito mais perigosas”, frisou a vereadora.

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