Antônio Gomide e João da Luz criticam privatização da Celg

por Marcos Vieira publicado 15/02/2017 14h26, última modificação 15/02/2017 14h26
Antônio Gomide e João da Luz criticam privatização da Celg

Antônio Gomide e João da Luz criticam privatização da Celg

Os vereadores Antônio Gomide (PT) e João da Luz (PHS) repercutiram, na sessão ordinária desta quarta-feira (15) da Câmara Municipal, a venda da Celg. Na terça-feira (14), o governador Marconi Perillo (PSDB) e o presidente da Eletrobrás, Wilson Ferreira Junior, assinaram a privatização da companhia, que foi vendida por R$ 2,187 bilhões à italiana Enel.

Gomide criticou o ato. Segundo ele, o governador Marconi Perillo tinha se comprometido, na campanha de 2014, a não privatizar a companhia energética. “Para a privatização dessa empresa genuinamente goiana, a atual gestão estadual ainda teve que assumir uma dívida de R$ 1,9 bilhão”, comentou o vereador. Ainda sobre as finanças, Gomide disse que sobrará aos cofres públicos de Goiás somente R$ 800 milhões, já que cerca de R$ 1 bilhão vai ficar com a Eletrobrás.

Antônio Gomide comentou que o poder público deixou de investir na Celg há um bom tempo. Ele citou que por diversas vezes, foi pedida a ampliação da rede elétrica do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), o que beneficiaria indústrias, que poderiam aumentar sua capacidade de produção, mas a Celg negou o benefício. Para o vereador, que o dinheiro que ficou em Goiás ao menos sirva para que o governador conclua obras paralisadas em Anápolis.

O vereador João da Luz é funcionário de carreira da Celg e lembrou que lutou por vários anos para que não ocorresse a privatização da empresa. “A próxima geração não vai poder contar com essa oportunidade, de prestar concurso e trabalhar em uma empresa como a Celg. Ou seja, abrimos mão dessa maneira democrática de as pessoas conquistarem seu emprego no serviço público”, lamentou.

O vereador do PHS disse ainda que a venda da Celg prejudica todas as prefeituras de Goiás, já que a companhia não pagará ICMS por 30 anos, até o abatimento de uma dívida de R$ 3,5 bilhões. “Isso já foi questionado, inclusive, e a ação está atualmente no Supremo Tribunal Federal”.