Amilton defende que erros em projeto da Câmara sejam corrigidos para a retomada da obra

por Marcos Vieira publicado 04/06/2018 14h05, última modificação 04/06/2018 14h06

 

Foto: Ismael Vieira

O presidente Amilton Filho (SD) também repercutiu na tribuna, nesta segunda-feira (4.jun), o processo para retomada da obra da nova sede da Câmara Municipal, principal tema em debate nesta primeira sessão ordinária após a audiência pública de prestação de contas do prefeito Roberto Naves (PTB), ocorrida no dia 29 de maio.

Amilton disse, inicialmente, que é algo que preocupa a todos os vereadores, e que há uma cobrança permanente de toda a sociedade pela conclusão da obra, paralisada desde junho de 2016.

Segundo o presidente, houve sim erros por parte de quem elaborou o projeto da nova sede. “Isso não é competência do ex-prefeito Antônio Gomide, ele não estava lá na prancheta, desenhando projetos, mas houve erro claro, a gente vê indo lá [na obra]. O auditório não tem dois metros de altura. Como forrar, iluminar e colocar ar condicionado?”, argumentou.

Amilton seguiu apontando o que ele considera erros graves por parte dos engenheiros responsáveis pelo projeto, como o desencontro da laje do novo prédio com a estrutura antiga. O presidente defendeu declaração do prefeito Roberto Naves quanto à falta de alguns projetos. Ele citou a ausência do estudo para prevenção e combate de incêndios, o que fez a obra ser notificada no passado pelo Corpo de Bombeiros.

Sobre recursos financeiros para a obra, Amilton Filho relatou que no final de 2016, o então prefeito João Gomes [na época PT, hoje PSDB] utilizou verba de um fundo criado pelo Executivo e o Legislativo que já acumulava R$ 4,509 milhões e que seria para a obra da Câmara. Com isso, a nova gestão assumiu em meio a uma crise econômica grave e sem contar com esse dinheiro.

“Não estou dizendo que esse dinheiro foi desviado, mas o ex-prefeito o aplicou para outra finalidade”, comentou. Amilton lembrou que esse fundo foi criado a partir de um acordo de cavalheiros entre o então presidente Sírio Miguel [gestão 2009-2010] e o prefeito Antônio Gomide, com o depósito mensal de R$ 50 mil por cada ente, para uso na obra da Câmara. Depois o valor foi ampliado para R$ 70 mil e seguiu sendo honrado pelos presidentes da Casa, inclusive por Amilton, atualmente. A sobra de duodécimo no final do ano também foi para essa conta específica.

O presidente defendeu que todos os erros de projeto sejam corrigidos, para que a partir da retomada da obra, ela não pare mais. “Os projetos para uma nova licitação não estão prontos, devemos cobrá-los, mas não podemos cometer atropelos, incorrendo em novo erro”, salientou. Segundo Amilton, a equipe de engenharia da prefeitura tem ido ao canteiro de obras fazer mediações para elaboração do projeto. Ele disse ainda que a Secretaria de Obras lhe pediu um prazo até 30 de junho para conclusão dessa etapa, o que deve ser respeitado. “Que a prefeitura licite a obra e corrija os erros. Não adianta pressa, se não acontecerá a mesma tragédia”, concluiu.

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