Região leste recebe oficina técnica do Plano Diretor; Câmara destaca importância de participação
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O plano diretor participativo só faz sentido se contar com a voz e o engajamento dos cidadãos, afirmou o vereador Wederson Lopes, que representou a Câmara Municipal de Anápolis e presidiu a comissão especial para discussão do tema na Casa, durante a oficina técnica realizada na noite desta terça-feira (19.mai), no CRAS do Bairro Filostro Machado.
O encontro reuniu moradores da região leste — uma das áreas que mais cresce no município —, representantes da prefeitura e técnicos da empresa de consultoria Urbtec para debater as diretrizes da atualização da lei, prevista para ser votada ainda este ano. Segundo o parlamentar, as reuniões nos quatro cantos da cidade são essenciais “para ouvir a população, ouvir as suas dores, as suas sugestões para que nós venhamos a ter realmente um plano diretor que vai atender a necessidade da população anapolina”.
A oficina faz parte do cronograma de escuta pública conduzido pelo Poder Executivo e pela consultoria técnica. Douglas Vieiru, representante da empresa Urbtec, explicou que a revisão da lei é baseada em um esforço conjunto que une critérios técnicos às demandas reais da comunidade.
“A gente faz essa atualização a partir de um processo que envolve planejamento, diagnóstico, elaboração de propostas e institucionalização por meio de minutas de projeto de lei. E tudo isso é feito a partir de uma leitura técnica, mas também entendendo pelo ponto de vista da população local, incorporando o filtro da análise comunitária dentro dessa leitura”, explicou.
Por se tratar de uma das regiões de maior expansão urbana de Anápolis, os desafios de infraestrutura e mobilidade foram os pontos centrais levantados pelos moradores. O Secretário de Obras, Habitação, Planejamento Urbano e Meio Ambiente, Thiago de Sá Lima, ressaltou que o crescimento acelerado da região leste exige atenção redobrada no planejamento para a próxima década.
“É de suma importância o momento em que aquelas dores da sociedade são trazidas, são colocadas no papel para que sejam revisadas e tenhamos aí no próximo plano diretor uma legislação adequada para os próximos anos, para um crescimento adequado, um crescimento sustentável da nossa cidade”, pontuou o secretário.
A comunidade local, no entanto, cobrou que as contribuições sejam efetivamente integradas ao texto final do projeto de lei. William Alves da Silva, morador do Residencial Campos de Jordão, alertou para a necessidade de investimentos práticos em sinalização de trânsito, saneamento e serviços básicos.
“É importante ter este amparo público para que possa ter uma melhor organização do trânsito, da infraestrutura, porque não adianta o bairro crescer, a cidade crescer e não ter uma excelente infraestrutura. A gente espera, nós moradores do Residencial Campos de Jordão, que realmente isso seja colocado em prática”, cobrou.
Nesta quarta-feira (20.mai) a oficina será realizada no Jardim Alvorada, a partir das 18h30, no
Centro de Esportes e Artes Unificado (CEU). O calendário de oficinas participativas segue ao longo dos próximos dias em outras regiões do município, coletando subsídios que posteriormente serão consolidados em projetos de lei e encaminhados para votação e validação da Câmara Municipal.
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